Carnaval de rua em julho é a nova jaboticaba brasileira

Prefeitura de São Paulo vai promover aglomerações desnecessárias

Prefeitura de São Paulo vai promover aglomerações desnecessárias FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO/ 25.04.2022

Nossos governantes não perdem uma oportunidade de causar espanto e ofender a lógica. A prefeitura de São Paulo e seu Esquenta de Carnaval devem entrar para o panteão das medidas esdrúxulas tomadas sem nenhuma atenção ao bom senso – de ridículo. Mais uma jaboticaba brasileira.

Carnaval em pleno mês de julho, convenhamos, é de deixar boquiaberto qualquer cidadão desavisado. Como assim? Pois é. Para alegria de alguns poucos milhares de paulistanos, essa medida fora de época deve causar algum furor em plenas férias escolares.

Mas que se trata de uma iniciativa fora de propósito, nenhum folião há de discordar. Colocar 296 blocos na rua não se justifica sob nenhum aspecto, seja político ou cultural, muito menos sanitário. Afinal, não estamos vivendo um novo surto de contágio com a variante Ômicron da covid-19?

A pandemia foi o motivo alegado para o cancelamento do Carnaval no agora longínquo 1º de março. Não consta que a ausência do Rei Momo tenha feito algum estrago mental ou urbanístico na capital paulistana. E sabemos que estamos em plenas festividades juninas, com suas previsíveis aglomerações.

Não satisfeitos, vamos emendar multidões. Que farra.

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