App promete relação transparente e taxa mais justa para entregadores

AppJusto, que entrou no mercado de entregas

AppJusto, que entrou no mercado de entregas Divulgação/ AppJusto

O mercado de entregas por aplicativo explodiu nos últimos anos, assim como a tensão envolvendo empresas e entregadores, que constantemente protestam contra baixas remunerações. É nesse cenário que entrou no mercado o AppJusto, plataforma criada durante a pandemia de Covid-19 e que aposta, como o nome diz, em uma relação mais justa com os entregadores. 

O aplicativo voltado especialmente à entrega de alimentos conta com mais de dois mil entregadores e mais de 200 restaurantes cadastrados e entrou num mercado que tem Ifood e Rappi como dois dos principais concorrentes.

De acordo com Pedro Saulo, um dos criadores do AppJusto, a inovação dentro da plataforma é a possibilidade dos entregadores terem autonomia em seus trabalhos. “Inicialmente o entregador entra em um esquema de preço padrão, mas depois ele pode definir o seu próprio esquema de preços”, explica.

O sistema de frotas é criado pelos próprios entregadores, que definem preços e condições do trabalho. A remuneração inicial sugerida pelo aplicativo é de R$ 10 até 5 km, mais R$ 2 por km adicional. “O entregador tem autonomia para definir o valor do próprio trabalho”, diz Pedro Saulo, de 39 anos.

“Eu acho que o mais atrativo é a questão de você poder ser dono, porque você está trabalhando na sua empresa. E os ganhos são maiores do que qualquer plataforma, então isso aí é o principal atrativo”, afirma Heberton Miguel, que trabalha há sete anos como entregador de aplicativo e usa o AppJusto desde 2020.

Restaurantes

Para os restaurantes, o AppJusto traz uma outra maneira de oferecer seu serviço. Além de não cobrarem mensalidade alguma, a taxa para restaurantes é de 5% no modelo de operação logística mais 2,21% da operadora financeira. Contra os modelos de mensalidade dos concorrentes que cobram de 12% a 26% de taxa.

O empreendedor Erik Fernandes Paredo, de 40 anos, a motivação para colocar seu restaurante no AppJusto foi uma só: taxa mais justa. Há mais de 20 anos, o empreendedor possui o Empanadas La Cholita que, durante a pandemia, passou a entregar em diversas regiões de São Paulo. 

“Apesar de terem menos entregadores cadastrados, sempre estão solucionando qualquer imprevisto. Com eles nunca tive extravio de mercadorias, diferente de similares”, afirma Erik Fernandes, sobre o serviço do AppJusto.

Pedro Saulo argumenta que a taxa mais baixa implica benefício para os clientes. “É uma plataforma mais saudável para o restaurante. Além de lucrar um pouco mais, [o restaurante] pode repassar maiores descontos para o cliente”, diz o cofundador.

Penalizações e bloqueios automáticos

Uma das grandes demandas dos entregadores é o alto número de penalizações que ocorrem em outras plataformas. Elisson Roseno, mais conhecido como Cabeça Motoboy, de 35 anos, conta que uma das penalizações mais comuns é por tempo: “O aplicativo te dá muito pouco tempo para chegar nos estabelecimentos. Às vezes te dá dois ou três minutos para poder pegar essa entrega. Se a gente não chegar no tempo que eles oferecem, sofremos penalização”.

Cabeça também explica que se a penalização acontece por volta das 18 horas. Ela funciona da seguinte forma: o entregador fica com menos rotas e não “tocam” corridas. Logo, o lucro é menor, visto que esse é um dos horários de pico nos aplicativos.

Em relação aos bloqueios, o cofundador do aplicativo afirma que a plataforma não tem bloqueios automáticos. “O bloqueio sempre é feito após uma validação humana. Já tivemos alguns casos de bloquearmos entregadores que não respeitaram os termos de uso,
mas entramos em contato todas as vezes”, afirma Pedro Saulo.

Para manter a transparência do aplicativo, o código é aberto e livre para qualquer um usar e criar um concorrente. De acordo com a própria empresa, essa é a maior prova de que são compromissados com um delivery mais justo. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Márcio Pinho

Goiás Alerta

Cerveja no Brasil custa 66% menos do que a média mundial

‘Os professores não sabiam lidar comigo’, diz jovem com superdotação

Categorias

Galeno virou 'cisne' e evolui como o 'vinho do Porto'

Categories