Apoio a internacionalização das artes abrange apenas 80 de 176 candidatos

Em 2021, quando o montante disponível foi de 720 mil euros, foram apoiados 71 projetos de um total de 86 candidaturas, de acordo com a tabela de resultados, datada de dezembro desse ano.

De acordo com comunicado da DGArtes, para a mais recente edição da vertente de internacionalização do programa de apoio a projetos foram selecionados 80 projetos artísticos que vão passar por 39 países, com destaque para o Brasil (28), Espanha (21), Cabo Verde (10), França (sete), Alemanha (seis) e Japão (três).

“Este programa tem como principal objetivo dinamizar a internacionalização das artes e da cultura portuguesa, apoiando o desenvolvimento e circulação internacional de obras e projetos e contemplando, também, ações de intercâmbio, integração em redes internacionais e o acolhimento de promotores em contexto de programação no estrangeiro”, lembrou a DGArtes.

O mesmo comunicado realçou que foram estabelecidos como objetivos a “dinamização da internacionalização das artes e da cultura portuguesa em Espanha ou nos países da CPLP, em linha com as opções estratégicas da política externa portuguesa, que privilegiam o fortalecimento das relações com os países mais próximos, e com países de língua portuguesa, com destaque para as celebrações dos 50 anos do 25 de Abril”.

Adicionalmente, foram ainda definidos como objetivos “a dinamização da internacionalização das artes e da cultura portuguesa nos eventos de âmbito bilateral/regional inscritos nas linhas de orientação estratégica da Ação Cultural Externa para 2023: V Centenário do Estabelecimento de Relações Diplomáticas entre Portugal e a Etiópia; 480 anos da chegada dos primeiros portugueses ao Japão; 30 anos de Relações entre Portugal e a República da Moldova”.

A comissão de apreciação de candidaturas foi composta pelos técnicos superiores da DGArtes Paulo Carretas e Marcelo Gouveia, e pelos especialistas António Caldeira Pires e Nancy Dantas.

Também hoje, a DGArtes anunciou que vai apoiar 64 associações culturais não-profissionais da região de Lisboa e Vale do Tejo, das quais são exemplo bandas filarmónicas, grupos de teatro de amadores e grupos de etnografia. O financiamento disponível para esta linha foi de 300 mil euros.

A declaração anual de 2022 da DGArtes previa mais concursos de apoio a projetos que acabaram por abrir candidaturas mais tarde do que era previsto.

O concurso limitado para seleção do projeto curatorial e expositivo de representação oficial portuguesa na 18.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, com uma dotação de 350 mil euros, que deveria ter aberto em agosto, abriu em outubro e o projeto vencedor foi anunciado em dezembro.

Os restantes concursos de apoio a projetos previstos para 2022, nas áreas da criação, programação e internacionalização, com uma dotação total de 9,2 milhões de euros, abriram em 29 de dezembro, tendo as candidaturas decorrido até fevereiro.

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