Um juiz de Nova York ordenou, nesta segunda-feira (25), que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pague 10 mil dólares diários até que concorde em entregar documentos contábeis e fiscais como parte de uma investigação civil em suas empresas.
“Esta é uma grande vitória, um tribunal decidiu a nosso favor para condenar Donald Trump por obstrução”, escreveu no Twitter a procuradora-geral do estado de Nova York, a democrata Letitia James.
O ex-presidente “deve pagar 10 mil dólares por dia enquanto continuar desafiando a ordem judicial de entregar documentos ao meu escritório”, disse James, que investiga há anos uma possível fraude nas práticas fiscais da The Trump Organization.
Em 17 de fevereiro, a procuradora conseguiu que um juiz de Nova York ordenasse que o magnata republicano e seus filhos Donald Jr. e Ivanka testemunhassem sob juramento no âmbito desta investigação, uma decisão contra a qual os Trump apelaram.
O tribunal também solicitou antes de 31 de março uma série de documentos contábeis e fiscais sobre a The Trump Organization.
Diante da falta de resposta, James voltou a se apresentar à Suprema Corte do estado de Nova York para pedir que Trump seja declarado responsável de “obstrução por sua recusa de cumprir uma ordem judicial”.
A Procuradoria-Geral de Nova York suspeita que a Organização Trump tenha inflado de forma “fraudulenta” o valor de seus imóveis ao solicitar empréstimos bancários e o subestimado às autoridades para pagar menos impostos.
A advogada de Trump, Alina Habba, disse que vai recorrer a decisão desta segunda-feira.
“Todos os documentos que respondem à intimação foram apresentados à Procuradoria-Geral meses atrás. Isso nem chega perto de cumprir o padrão de uma moção de desacato”, disse em nota.
Trump e sua família tentaram várias vezes encerrar a investigação de James.
Além desta investigação, que ocorre na esfera civil, uma investigação criminal separada foi aberta em Manhattan sobre possível fraude financeira dentro do grupo Trump.

