Moraes: ‘Garantir inelegibilidade de condenados fortalece a democracia’

Moraes defendeu impedir candidatura de "quem praticou crimes ou corrupção"

Moraes defendeu impedir candidatura de “quem praticou crimes ou corrupção” TSE/Reprodução

Eleito para presidir o Tribubal Superior Eleitoral (TSE) a partir de agosto, o ministro Alexandre de Moraes defendeu a garantia da inelegibilidade de condenados como instrumento capaz de fortalecer a democracia. A afirmação foi feita durante o Encontro Nacional de Escolas Judiciárias Eleitorais (Eneje), nesta quarta-feira (15).

“Não permitir que sejam candidatos quem praticou crimes ou corrupção é fortalecimento da democracia, precisamos fazer chegar na ponta as principais ideias da democracia, para lá na frente a gente não se arrepender”, disse Moraes.

O magistrado também enfatizou a defesa da liberdade de imprensa, das eleições periódicas e da independência do Judiciário. “O ataque a qualquer um desses pilares é ataque à democracia e um discurso populista. E isso é no mundo todo. A Alemanha precisou colocar na grade curricular o estudo do Holocausto porque, com o tempo, as pessoas esquecem os horrores de regimes não democráticos”, salientou.

Alexandre de Moraes vem dando declarações fortes sobre o posicionamento do TSE em alguns temas eleitorais, como a cassação de quem divulga fake news. No fim de maio, em evento para diplomatas na Corte, o ministro deixou claro que a lei de inelegibilidade prevê o afastamento de políticos que produzirem notícias falsas.

“Notícias fraudulentas divulgadas por redes sociais que influenciem o eleitor acarretarão na cassação do registro daquele que a veiculou”, afirmou Moraes, para quem “a Justiça Eleitoral está preparada para combater as milícias digitais”.

Alinhamento com Edson Fachin

O presidente do TSE, Edson Fachin, também esteve no evento e falou que é preciso enfrentar o autoritarismo e as ameaças à democracia. O magistrado comentou sobre as fake news, que chamou de “equívoco semeado”, e disse que o combate à informação falsa é um desafio da atualidade e “impõe a defesa da legalidade Constitucional”.

“O que se observa hoje é uma percepção negativa da atividade política e dos políticos. Isso tem se transferido às instituições, o que coloca em xeque o valor democrático em si. Há um equívoco semeado que leva a uma crise de representatividade, e este equívoco semeado também semeia cenários de apatia e fomenta a intolerância política. São desafios do nosso tempo”, disse Fachin.

Goiás Alerta

Valdemar Costa Neto deve se reunir nesta quarta com Tereza Cristina

Laudo comprova que madrasta envenenou enteados no Rio de Janeiro

Categorias

Galeno virou 'cisne' e evolui como o 'vinho do Porto'

Categories