Escola obriga alunos a andar com mãos atrás das costas e servir às mesas

Uma escola primária em Wiltshire, em Inglaterra, tem sido muito criticada pelos pais dos alunos pelas novas regras de etiqueta implementadas pela instituição gerida pela Igreja de Inglaterra – que incluem que as crianças a partir dos sete anos de idade andem sempre com as mãos nas costas para evitar “a tentação de usar as mãos de maneiras que não são aceitáveis”.

As regras do novo ‘currículo de comportamento’, expostas pelo Daily Mail, foram implementadas depois do regresso às aulas na Harnham Junior School, após a pausa para o Natal.

Os pais dos alunos denunciaram que estes são obrigados a andar com as mãos sempre atrás das costas – apenas usando-as para se equilibrarem a subir escadas-, os alunos mais velhos têm de se sentar ao lado dos mais novos durante a hora de almoço, e têm de lhes servir o almoço e limpar as mesas.

As crianças também são encorajadas a cantar uma música, antes de poderem comer.

Mas a hora de almoço não serve apenas para alimentação. Os alunos têm de ter conversas casuais sobre tópicos predefinidos, como quais as cores mais pacíficas ou quais os melhores animais de estimação. E, no final, é suposto ser feita uma apresentação sobre o que aprenderam.

As medidas não deixaram contentes os encarregados de educação, que não foram previamente avisados sobre as mudanças.

Através das redes sociais, houve pais a queixarem-se que os seus filhos foram repreendidos por se enganarem nos pedidos dos colegas e compararam o diretor ao ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

“A minha criança não é responsável por servir outras crianças. A escravatura foi abolida há centenas de anos!”, disse uma mãe. Outros pais acrescentaram que crianças mais novas não têm tido tempo para comer, pois passam uma parte da hora de almoço a servir os outros.

Ao Daily Mail, outro pai, Tim Bevington, contou que tem três filhos na escola e reiterou que estes “não são empregados”. “É tudo completamente ridículo. Eu não irei tolerar que os meus filhos sejam forçados a caminhar pelos corredores com as mãos atrás das costas, como se tivessem num centro de detenção ou num campo de concentração”, apontou.

Outra mãe disse ainda que as medidas acabaram por tornar o almoço, uma altura de socialização e de relaxamento, num período que “tem deixado muitas crianças desconfortáveis e ansiosas em ir para a escola”.

A escola defendeu-se das críticas, mas de uma forma que não apaziguou os encarregados de educação. Numa carta divulgada pelo tabloide britânico, o diretor, Luke Coles, argumentou que as medidas pretendem reverter “o declínio geral dos padrões” ao almoço e disse que a forma de caminhar e a música pré-refeição não são obrigatórias, mas antes encorajadas.

Já a vice-diretora, Ruth Fletcher, deu uma explicação ainda mais ríspida, referindo que as alterações não foram comunicadas aos pais para evitar “angústia desnecessária”.

Fletcher também procurou explicar que as regras são mais informais do que o currículo deixa transparecer, reforçando que as medidas servem para criar modelos dentro dos alunos, criar uma maior integração através das conversas e encorajar uma atmosfera mais calma.

Sobre as mãos atrás das costas, a escola reafirmou que pretende apenas encorajar certas posturas, sendo que estas indicações “previnem a tentação de usar as mãos de maneiras que não são aceitáveis”.

No entanto, as críticas não baixaram de volume e a instituição, de cariz católico, aceitou alterar algumas das prorrogativas, admitindo que os docentes “deviam ter explicado melhor como é que as medidas iam ser aplicadas” e queixando-se de “desinformação nas redes sociais”.

Leia Também: Londres. Escolas procuram ajuda para alunos influenciados por Andrew Tate

Goiás Alerta

Kate Middleton pensativa nas primeiras fotos após acusações de Harry

Aos 48 anos, Rui Unas impressiona ao aparecer em tronco nu

Categorias

Galeno virou 'cisne' e evolui como o 'vinho do Porto'

Categories