De acordo com a Federação Mundial de Neurologia, a dislexia é uma desordem que se manifesta pela dificuldade em aprender a ler, sem estar relacionado com instrução convencional, adequação intelectual e oportunidades socioculturais. A criança pode aprender, só precisa de uma atenção especial. Veja algumas dicas de especialistas e da ABD (Associação Brasileira de Dislexia) para ajudar as crianças a superar os obstáculos na aprendizagem:
Os pais devem ter paciência com as crianças disléxicas e ter consciência de que cada um tempo o seu tempo para aprender, em ritmo próprio. Lembre-se: aprendizado é persistência. Dê as orientações de forma clara, direta e sempre olhando para a criança para que tenha certeza de que ela entendeu o que está sendo pedido
Aprender brincando. Vale investir em jogos e brinquedos educativos com letras grandes e coloridas. Uma dica econômica é usar letras em EVA, espalhar pelo chão e apresentar cada uma e o respectivo som. Jogos com imagens funcionam bem no processo de alfabetização. Brincar de forca é uma forma divertida de perceber as letras e ampliar o vocabulário, o mesmo vale para o jogos de rimas, caça-palavras e jogo da memória
Ter uma lousa branca em casa pode ajudar no processo de aprendizado. Vale usar imagens e desenhos para auxiliar no processo de memorização e associação das letras e palavras. Deixar as crianças desenharem faz com que elas desenvolvam a concentração e o foco. Para os mais velhos, os pais podem dar dicas, fazer associações e sugerir atalhos para facilitar na memorização das atividades
Ler para as crianças é um caminho para aproximar os mais novos das letras e desenvolver a criatividade. O primeiro passo é apresentar livros com figuras grandes e poucas palavras. Para os adolescentes, vale investir em audiolivros. Permita, sugira e estimule o uso de gravador, tabuada, máquina de calcular, recursos da informática e aplicativos
Estimule seu filho, incentive, faça-o acreditar em si, a sentir-se forte, capaz e seguro. O disléxico tem sempre uma história de frustrações, sofrimentos, humilhações e sentimentos de menos valia, cabe a família ajudar a fortalecer a autoestima

