Passageiros enfrentam transtornos e filas com greve de ônibus em SP

Professora Regiane de Oliveira tenta chegar ao trabalho em manhã de caos em SP

Professora Regiane de Oliveira tenta chegar ao trabalho em manhã de caos em SP Rafael Ferraz/Record TV

A população que depende do transporte público da cidade de São Paulo enfrenta, na manhã desta quarta-feira (29), transfornos, filas e caos por conta da greve de motoristas de ônibus, anunciada desde a 0h de hoje. A decisão pela paralisação ocorreu depois que uma reunião entre os trabalhadores e o sindicato patronal terminou sem acordo na tarde desta terça-feira (28). 

O mestre de obras José Rafael, de 65 anos, afirmou ao repórter Rafael Ferraz, da Record TV, que desde às 5h tem dificuldades para pegar ônibus no terminal Guaianases. “A situação está péssima. Estou desde às 5h na rua e não passa ônibus. Demora e os [ônibus] que passam estão lotados. Preciso estar às 7 no trabalho, sempre saio cedo, mas hoje foi pior. A qualidade não melhora, a gente sempre sai no prejuízo.”

Também no terminal Guaianases, a professora Regiane de Oliveira, 44 anos, tentava pegar um ônibus para chegar ao Itaim Paulista, na zona leste, para trabalhar. “Eu entro às 7h no Itaim Paulista. Mas não sabia como estaria o ônibus. Pegava uma linha que não apareceu, precisei pegar outro ônibus, mais complicado”, diz a professora. “Penso nos meus alunos. Quero chegar para trabalhar, mas, o problema é pensar em como vai ser a volta.”

O Sindmotoristas, sindicato que representa motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista, anunciou uma nova greve de ônibus a partir da 0h desta quarta-feira (29). 

A Prefeitura de São Paulo informou que o rodízio municipal está suspenso. Carros com placas finais 5 e 6 poderão circular pelo centro expandido a qualquer horário. As faixas exclusivas e corredores de ônibus ficarão liberados para circulação de carros de passeio enquanto durar a greve.

A SPTrans, empresa municipal que administra o serviço de ônibus na cidade, disse lamentar a decretação de greve de forma “inoportuna” por parte do Sindicato dos Motoristas, antes mesmo do julgamento do mérito da negociação entre funcionários e o sindicato patronal pelo Tribunal Regional do Trabalho. O Executivo solicitou à Justiça o aumento da multa diária de R$ 50 mil.

Segundo relatório da SPTrans, atualizado às 4h, 62 linhas do período noturno estvam operando normalmente, enquanto 88 estavam inoperantes.

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