O único baleeiro da Islândia em atividade capturou sua primeira baleia-comum da temporada, talvez em uma das últimas campanhas de caça da história do país.
O “Hvalur 9” chegou à unidade de processamento em Hvalfjördur (costa oeste) na manhã desta sexta-feira (24) com um cetáceo de cerca de 20 metros, também chamada de baleia-fin, capturado no dia anterior.
O mamífero, o segundo maior animal do planeta depois da baleia-azul, foi imediatamente despedaçado para separar a gordura da carne, sob as câmeras de dois ativistas da Sea Shepherd.
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“Cada baleia que está aqui e não no oceano, onde ela pertence, é um absurdo”, disse Imogen Sawyer, ativista dessa organização de conservação marinha.
Os dois navios do último baleeiro da ilha, o “Hvalur 8” (“baleia” em islandês) e o “Hvalur 9”, deixaram Reykjavik na quarta-feira (22) depois de passar três anos retidos no porto.
Segundo Kristján Loftsson, dono do Hvalur, essa longa interrupção deve-se ao conflito entre as autoridades islandesas sobre a entrega de uma licença de operação para sua unidade de transformação.
As autoridades negam esta versão, aludindo que a ausência de licença não impedia a pesca.
Até agora, a paralisação estava relacionada à volta da caça comercial no Japão, principal destino da carne de cetáceos, assim como às complicações relacionadas com a Covid-19.
A Islândia concordou este ano com uma cota para a captura de 209 baleias.
Junto com a Noruega e o Japão, a Islândia autoriza a caça comercial da baleia, apesar de uma moratória adotada em 1986 pela Comissão Baleeira Internacional (IWC) e repetidas críticas de defensores dos animais.

