Argentina 7 x 1 Brasil; e a xepa musical de 2017

Argentina 7 x 1 Brasil; e a xepa musical de 2017


Na última quinta-feira (14/12), argentinos tomaram as ruas de Buenos Aires. Não para comemorar a Copa Sul-Americana conquistada na noite anterior pelo Independiente, em pleno Maracanã,  contra o Flamengo; e, sim, para protestar contras as reformas na previdência que seriam votadas a toque de caixa no seu Congresso. Entre as palavras de ordem, “Isso aqui não é o Brasil!”, bradava o povo, que conseguiu barrar por enquanto a aprovação que era dada como certa pelo presidente Macri.    Pois é, o Brasil pós golpe que não assume seu nome virou mau exemplo, motivo de chacota. No Rio, na quarta-feira, os atos de selvageria – que, na verdade, tinham começado na noite anterior, nos arredores do hotel onde se hospedava a equipe argentina – e o despreparo das autoridades reforçaram o estrago, mostram para onde caminhamos.    Daí a inveja positiva de nuestros hermanos na terra de Maradona & Messi; Borges & Cortazar & Bioy Casares & Puig; Mercedes Sosa & Yupanqui & Troilo & Piazzolla & Schifrin & Spinetta & Charly Garcia… País que também cometeu atrocidades contra sua população, mas, pelo menos, botou na cadeia muitos dos milicos que torturaram e mataram durante suas ditaduras militares.    Golpe que prossegue por aqui. Independentemente do mérito, o julgamento em segundo instância de Lula marcado para 24 de janeiro de 2018, batendo recordes de velocidade num setor que anda habitualmente em ritmo de lesma, é mais um exemplo de casuísmo. Justiça para todos é o que se pede. Se é para valer, por que não fazer um mutirão e julgar todos os muitos outros políticos também alvos de investigações e se preparando para as próximas eleições? A começar pelo tucano mais cotado para disputar a presidência, aquele que de santo tem apenas o codinome encontrado numa planilha-propina da Odebrecht.        Mas, há sinais de mudança. Se as denúncias de Tacla Durán continuam ignoradas por Moro, outras máscaras continuam caindo. Se é que faltavam indícios contra Gilmar Mendes, agora, até a “Veja” tem mostrado, revelando seus negócios pra lá de suspeitos com os irmãos safadões da JBS.   
@@@@@Reta final    Hora de voltar para meu ninho musical e percebo que 2017 já está em sua xepa. Apenas um título físico me procurou e, confesso, comemoro:  “Cutuca meu peito incutucável” (ind.), de Túlio Borges, cantor e compositor brasiliense de raízes nordestinas, que novamente crescem nesse que é seu terceiro disco solo. São apenas oito canções (das quais ele é co-autor de cinco), bem embaladas, com predomínio de  violões, acordeom e variada percussão.  Na derradeira, “Enxerida no contexto” (Túlio Borges e Jessier Quirino), a flauta de um especialista, Carlos Malta, dá mais colorido. Também merece crédito o trabalho gráfico, a partir da capa com o “coração esfregão” criado pela artista plástica Tina Berning.@@@@@Gismontis    No modo agenda, que estava cheia, atendemos apenas a dois compromissos. Na terça-feira, para um Blue Note lotado, Bianca Gismonti não deixou passar em branco os 70 anos que seu pai completou no dia 5 de dezembro.  O trio de Bianca (piano e voz), com Antonio Porto (baixo, violão e vocalises) e Julio Falavigna (bateria), e participações em duas músicas cada de Jane Duboc e Jaques Morelenbaum (na foto com Bianca ao fundo) ambos com muita estrada junto ao homenageado.    Da plateia, Egberto Gismonti viu a filha passear com autoridade e musicalidade por parte de sua obra. “Daria para fazer muitos outros shows”, comentou, no fim da noite, Bianca, que, solo, abriu os trabalhos com “Água e vinho”. Com o trio, prosseguiu por “7 anéis” e “O sonho” – esta a que, em 1968, foi o cartão de visitas de Gismonti ao mundo, defendida na última eliminatória do Festival Internacional da Canção junto ao grupo vocal Os Três Morais, sem se classificar para a final nacional. Como se percebe, o júri cochilou durante o sonho real do então jovem compositor.     O instrumental prevaleceu nos choros, maracatus e sambas expandidos de Gismonti, mas duas outras canções tiveram vez, na voz de Jane Duboc, que mostrou a letra em inglês que fez recentemente para “Sônia” (lançada na trilha do filme “Kuarup”, agora com o nome “The angel”) e também cantou “Autorretrato”). Com Morelenbaum, o trio passou por um tema de Villa-Lobos e “Maracatu”.     Também compositora, Bianca fechou a noite com música que fez para homenagear a família e a cidade fluminense fronteiriça a Minas Gerais dos Gismonti, “Festa no Carmo”. E para o bis, indo mais fundo, tocou uma valsa composta pelo bisavô, “Ruth”. Beleza.@@@@@Noite lusófona    Na quarta-feira, fora de meu campo habitual, a boa foi “A terceira margem do rio”, na abertura da nona edição do Festlip Festival – que prossegue no Rio até 23 de dezembro, com peças e eventos espalhados pela Casa de Cultura Laura Alvim, pelo Teatro SESI Centro e pelo Zazá Bistrô.       O texto de Guimarães Rosa foi adaptado e dirigido por Paulo de Moraes (da Armazém Companhia de Teatro), com um elenco que reuniu atores/cantores de oito países falantes do português (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste). Eles ensaiaram pela internet, só se encontrando, olho no olho, corpo a corpo, poucos dias antes da estreia. Mesmo com um incidente durante a apresentação, a tela para projeção que desceu sem ser chamada na frente do palco, o regional e universal texto de Rosa ganhou vida em diferentes sotaques do português, também incorporando canções afins, de João do Vale (“Na asa do vento”) a Dorival Caymmi (que teve sua “É doce morrer no mar” mudada para “… no rio”) e, claro, “A terceira margem do rio”, parceria rara de Milton Nascimento e Caetano Veloso, que na época de seu lançamento não dei muito atenção, mas, agora, percebo que errei:      “…Hora da palavra /Quando não se diz nada / Fora da palavra / Quando mais dentro aflora / Tora da palavra / Rio, pau enorme, nosso pai”.@@@@@Dois que deixei passar    Por questão ética, não comento discos nos quais estou envolvido, quase sempre por ter sido convidado (e pago) para escrever a apresentação, o chamado press release. É tarefa que só aceito quando acredito no que vou apresentar e, pelo que me lembro, em 2017, foram os dois cujos textos reproduzo abaixo com o devido alerta: é propaganda verdadeira.@@@@@“Equilibradamente insano”, Raul Misturada Sons e ideias que se transferem    O sobrenome artístico pode facilitar um pouco a vida dos críticos, adiantando algo do perfil desse cantor, compositor, violonista/guitarrista e produtor musical.  O título também tem algo de spoiler, mas não tira as muitas surpresas de “Equilibradamente insano” (Cobogó/Cafezinho Produções / (aqui), novo disco do prolífico Raul Misturada. Aos 30 anos, esse recifense de nascença, com períodos da infância e da adolescência passados na zona rural de Pernambuco e uma temporada de dez anos desenvolvendo sua pesquisa de sonoridades para violão híbrido em canção popular no sul do país, já rodou e produziu muito até chegar a São Paulo. Em seu atual pouso, ele é sócio produtor do ateliê musical Cobogó, estúdio no qual gravou, entre março de 2016 e maio de 2017, as 11 faixas desse que é seu sétimo álbum.    Produzido por Tó Brandileone (que também se alternou em programação, cello, synth bass, percussão, flauta e voz), “Equilibradamente insano” tem como fio condutor a voz e o violão-guitarra de Misturada. Em meio a tantos elementos, duas canções trazem apenas ele, mas nada falta a “Mirabolante” (uma das seis em parceria com o dramaturgo, poeta e escritor catarinense Gregory Haertel) e “Ser” (parceria com Dulce Quental, a cantora e compositora carioca que também é sua editora no selo Cafezinho). Nas outras nove faixas, pontuais convidados se alternam junto a Misturada e Brandileone e somam para a diversidade que é uma das marcas do artista enquanto um misturador. A pantaneira Tetê Espíndola, por exemplo, junta seu peculiar timbre à cacofonia programada de “Simula dores” (parceria de Misturada com Sandro Dornelles); enquanto a paulista Rhaissa Bittar contribui com os suaves contrapontos vocais de “Monga (a gorila do circo)” (uma das composições com Gregory Haertel). Há também, entre outras participações, a “viola dinâmica de 10 cordas” de Mazin Silva (músico fora de série, com quem gravou o disco em duo “Quântico”, premiado em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira) engrossando o caldo da virulenta “Seu merda” (parceria de Misturada com Bruno Batista); o baixo de Yuri Queiroga em “Lascou” (Misturada, Leo Bianchinni e Haertel); o violão com arco e o instrumento de cordas indiano “duruba” tocados pelo Duo Fel (formado por Fernando Melo e Luiz Bueno) em “Pôr-do-sol final”. Esta última, é uma das duas músicas em parceria com o cantor e compositor mineiro César Lacerda, que também divide a autoria de “O que amar quer dizer” e ainda é uma das vozes no coro da faixa que encerra o disco, “Cartilha” (Misturada e Haertel).    Músicas que transitam entre o popular e o experimentalismo, ampliando ou abolindo as fronteiras estilísticas. Com letras que compartilham dos mesmos desejos de mudança, avançando além do senso comum. Ou seja, a tal insanidade equilibrada sugerida na canção-título de abertura, que também é reforçada por Misturada e Haertel em “Mirabolante”, “…a vida não é luz que  se transfira /   Que seja mirabolante mutante indecente / Vontade  não prende  as correntes do corpo / Vontade não prende as correntes do corpo da gente / Mirabolante / que seja um presente indecente mutante / As correntes da gente /  mirabolantemente ausentes…”.     Mais um exemplo dessa estética de invenção e combate pode ser conferida no primeiro single liberado nas plataformas,  “Seu merda” (Misturada e Bruno Batista). Vigorosa canção de apresentação, pesada e “guitarrenta” (guitarras nas mãos de Mistura e Paulo Monarco e  “viola dinâmica de 10 cordas” nas de Mazin),  sob medida para embalar a letra que, sem meias palavras, confronta a caretice que ameaça as liberdades de expressão e comportamento no Brasil: “…Esse moleque cagado de medo / rezando a cada batimento / Fazendo do medo um brinquedo  é tu mesmo lazarento /  Essa velha palitando a unha / Esperando a morte lerda, sem nenhum testemunha é tu mesmo /  Seu merda.”    Se o disco fala por si, vale acrescentar mais algumas pinceladas ao retrato de Misturada. As primeiras referências vieram da avó,  pianista clássica e escritora, e da mãe,  bailarina envolvida com a valorização da cultura regional pernambucana. Inspirações reforçadas por estudo e curiosidade. Aos 9 anos, começou as aulas de violão popular e clássico; entre os 16 e os 18 anos, estudou canto no Conservatório Musical de Jaboatão dos Guararapes; período no qual, influenciado pelos conterrâneos do movimento manguebeat, formou a Dr. Misturada, banda na qual gravou seu primeiro EP. A estreia solo foi aos 22 anos, com “Artista brasileiro” (2009), gravado enquanto cursava música na Universidade do Vale do itajaí. Em 2010, estudou com Chico Melo, um dos grandes representantes da música experimental no Brasil (discípulo de Hans-Joachim Koellreutter. Em seguida, gravou o disco “Capim limão” em dupla com o acordeonista Bruno Moritz e participação especial do multi-instrumentista paulista Arismar do Espírito Santo. Um ano depois, foi a vez do álbum em parceria com Mazin Silva, “Quântico”. Ainda em seus trabalhos recentes está o disco “The Dance of Seven Stitches” (em parceria com O Coletor) com composições para dança contemporânea nas quais avança pelas trilhas abertas por mestres da vanguarda como John Cage, Edgar Varese, Karlheinz Stockhausen e Arnold Schoenberg.    Seis títulos da discografia foram lançados pela Cafezinho Produções e estão disponíveis nas plataformas de streaming. Na última década, Raul Misturada também participou (e ganhou) dos principais festivais de canção do país e ainda foi o produtor de cerca de 30 discos de outros artistas.     Experiência de vida que, agora, está entre os combustíveis criativos desse “Equilibradamente insano”. Experimente.  @@@@@“Zanna”Atenção, portas se abrindo para a música de Zanna    O som que chega a caixas ou fones de ouvido é coisa rara e ousada nesses tempos de tanta música previsível. Novas canções, de admirável frescor, mesmo que inseridas na sofisticada tradição da já clássica MPB. São sambas, bossas, baladas tocados por especialistas que, estimulados pelo conteúdo do repertório, se jogam com a desejada mescla de puro tesão e técnica impecável. Zona de conforto,  ideal para quem sonha e quer voar alto como Zanna, a cantora e autora de todas as músicas do álbum (aqui).    Para concretizá-lo, ela procurou a expertise de Moogie Canazio, produtor e engenheiro de som radicado há três décadas e meia na Califórnia, mas, sempre na ponta-aérea com a música feita no Brasil. Assim, entre estúdios do Rio (Visom Digital) e Los Angeles (East West), alternando alguns dos melhores instrumentistas em atividade nos dois pedaços, Zanna registrou este que entende como seu primeiro disco.    Autora de letra e música das 11 canções – com exceção de “Bonecos reis”, em parceria com Renato Greco -, Zanna domina os fundamentos de sua arte. Como compositora e também como a pessoal intérprete: voz (e coro) e violão que imprimem a pulsação e o espírito que guiam seus companheiros de viagem. No Rio ou em LA, na gravação dos arranjos de base criados por Zanna e Moogie alternaram-se , entre outros, Jorge Helder (contrabaixo), Marcelo Costa (percussão), Rodrigo Sha (flauta e clarinete), Jorjão Barreto (piano e Fender Rhodes), Guto Wirtti (baixo), Iura Ranevski (violoncelo), André Vasconcelos (baixo) e Marlon Sette (trombone). Cinco canções também ganharam arranjos de orquestra e regência de Eduardo Souto Neto (“Vento praia nordeste”, “Inverno”, “L’amore”, “Se” e “Esquecida”); enquanto outro craque no tratamento de cordas e metais, Rildo Hora, assina o arranjo e rege a orquestra do samba “Bonecos reis”.   Cenas e sacadas do cotidiano, lembranças de lugares e pessoas, amor e desamor estão entre os temas das letras. A bossa-novista “Inverno”, com levada e arranjo que remete aos grandes encontros de João Gilberto & Claus Ogerman & Tom Jobim, mais um jazzístico solo de flugelhorn (Dan Fornero), resume numa frase um dos poderes da arte: “…eu deixo essa dor nessa canção pra ser feliz”. Composta no fim dos anos 1990,  quando Zanna vivia na Itália, é música que também traduz o sentimento da saudade (a palavra que filólogos dizem só existir na língua portuguesa).         A mesma atmosfera de uma bossa-jazzy aconchegante  envolve faixas como “Vento praia nordeste” (que abre o disco com leveza, aquarela pintada em versos e sons de um verão de chuva e sol, este realçado no solo do gaitista Milton Guedes), “Se” (com os especiais vocalises de Claudio Nucci), “Esquecida” e “L ‘amore” (esta, cantada em italiano, é outra que nos leva a João Gilberto, em sua breve incursão pelo mesmo idioma e a revelação e inspiração que “Estate” foi para tantos).    Na paleta sonora do disco ainda cabe mais sambas, com um pé na gafieira (“Bonecos reis”) ou no bolero pop (“Quintal”); e também bossas-pop, em diferentes teores. Seja com um sopro mariachi (“Eu”, graças ao trompete de Ramon Flores), com pegada entre a ciranda e o maracatu (“Alice”), toada de sabor nordestino (“Menina de vento”, com o acordeom de Bebê Kramer e a viola de 12 cordas de Jaime Alem) ou essencialmente bossa-novista (“Deixa”, com os deliciosos vocalises cheios de “badabadás” de Zanna).    A faixa mais pop, no entanto, não é listada na capa: “Babe” (nesta, acompanhada apenas pela guitarra de Rafael Moreira) entra após três minutos de silêncio da última: “Eu não sou de Ipanema, mas eu tenho meu sistema solar / eu quero estar de bem com a vida e o meu babe pra me acompanhar”.Mais um autorretrato, funcionando também como uma despedida ou um até breve de Zanna e sua estreia pra valer.   Trata-se de meia verdade, mas, agora, apresentando Zanna por inteiro. Afinal, uma década e meia antes, essa carioca lançou outro CD, dividindo o crédito com uma banda fictícia (os Eletrons), quando o instrumental veio em grande parte das mãos do tecladista e multitalentoso Carlos Trilha.    Na época, Zanna já tinha bastante quilometragem na estrada dos sons organizados em melodia, ritmo, harmonia e poesia. Uma paixão que começou na infância da então Rozana Bruno, uma dos cinco filhos de mãe separada, criada em Jacarepaguá, Zona Oeste carioca, onde, aos 7 anos, começou a estudar flauta. Período no qual, como lembra, a música fazia parte do currículo de escolas públicas, e que a levou em seguida a ter aulas de violão (aos 11) e canto (aos 14). Fundamentos que, aliados ao tal do talento, a partir dos 16, garantiram a subida aos palcos para tocar “música de outros” – num leque que ia de Noel Rosa a Manoel de Falla.    Aos 18 anos, recém inscrita numa escola de música, ela percebeu que o ritmo seria vagaroso demais para quem já avançara tanto por conta própria. Trocou o fusca que comprara com seu trabalho na noite por uma passagem para a Itália de seus ancestrais e prosseguiu em sua trilha. Nessa universidade da vida, um período com o Bossa Nostra, grupo italiano de fusão pop, jazz e bossa , funcionou como um curso de mestrado. Usando o nome artístico de Bruna Loppez,  se juntou a eles no fim dos anos 1990, como cantora e também compositora – uma de suas canções no período, “Inverno”, gravada com o grupo no disco “Kharmalion”, de 1999, volta agora, com sabor de nova, atemporal que sempre foi. Com o Bossa Nostra Zanna também rodou o mundo, tocando em casas noturnas e festivais, incluindo o Festival de Jazz de Montreux, em noite que dividiu o palco com Herbie Hancock.    Após essa experiência, aconteceu a primeira tentativa de voltar ao Brasil com sua música, o tal disco com os Eletrons, lançado em 2003, e que não aconteceu. Motivo para voltar à estrada, destino Nova York, para mais cinco anos de experiências, estudos e trabalhos. Dessa vez, avançando mais fundo nas artes e nas técnicas de produção e estúdio, incluindo o criação de trilhas sonoras para ambientes. Começava a nascer a compositora, produtora que, à frente da agência zanna, introduziu no Brasil, e na América Latina em geral, o conceito de branding musical. Atividade pioneira e de sucesso imediato –  uma googleada conta bem essa parte da história -, incluindo como carro-chefe a voz e o som ambiente das estações e dos trens do metrô do Rio. Tão familiar para cariocas e visitantes da cidade, mas até então anônima, agora, a voz do metrô mostra a sua cara tão musical. Atenção, corações e mentes se abrindo para Zanna.
Crédito imagens: reproduções capas de discos e fotos de ACM.

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