Adversários têm "crescentes dificuldades" em justificar desigualdades

Adversários têm "crescentes dificuldades" em justificar desigualdades

“Como é que se pode justificar que 5% da população detenha nas suas mãos 42% de toda a riqueza que é criada pelo trabalho de cada um de nós, ao mesmo tempo que três milhões de trabalhadores ganham até mil euros de salário bruto por mês e 78% dos pensionistas ganham até 500 euros? Não é fácil justificar esta injustiça”, afirmou Paulo Raimundo na quarta-feira à noite, no final de um jantar/comício em Mangualde.

Na sua opinião, também não é fácil justificar “os 25 milhões de euros de lucro por dia dos grupos económicos”, enquanto a generalidade do povo português “enfrenta dificuldades crescentes e diárias para aceder a bens essenciais”.

“É-lhes cada vez mais difícil esconder a justa, a necessária e a urgente alternativa que se impõe”, considerou o líder do PCP, defendendo como questão central o “aumento geral e significativo dos salários”.

Por isso, “mesmo que alguns queiram fugir”, garantiu que este será um tema que levará para o debate político.

E quanto à pergunta habitual de “se as empresas e a economia aguentam”, Paulo Raimundo não tem dúvidas da resposta: “o que não se aguenta é viver com os salários que existem, o que não se aguenta mais são os escandalosos lucros dos grupos económicos”.

“O problema não está na falta de riqueza que é criada, o problema está na forma como essa riqueza é distribuída pelos trabalhadores”, frisou.

Àqueles “que choram lágrimas de crocodilo pelas micro, pequenas e médias empresas”, Paulo Raimundo pediu que se deixem “de proclamações vagas e acompanhem a CDU na fixação de preços do gás e da eletricidade, na redução do preço das telecomunicações, para travar o travar o roubo dos custos bancários e dos custos com seguros e para, de uma vez por todas, acabar com as portagens”.

“É isto que os micro, pequenos e médios empresários precisam. Precisam que cada um de nós tenha mais dinheiro no bolso” para assim conseguirem dinamizar a economia, afirmou.

No seu entender, “quem diz e quem disser que vai responder aos problemas mais imediatos que aí estão na sociedade sem enfrentar os grupos económicos, das duas, três: ou é muito ingénuo ou está a mentir com todos os dentes que tem na boca”.

“Sem esta rutura, sem esta coragem e determinação, não se pode responder àquilo que é de facto urgente ser respondido”, avisou.

Leia Também: PCP diz que anúncio do Governo para agricultura não resolve problemas

Goiás Alerta

Deputados fazem juramento na primeira sessão do parlamento nos Açores

Deputados fazem juramento na primeira sessão do parlamento nos Açores

Ventura diz estar em marcha tentativa de branquear Costa na 'Influencer'

Ventura diz estar em marcha tentativa de branquear Costa na ‘Influencer’

Categorias

Galeno virou 'cisne' e evolui como o 'vinho do Porto'

Categories