Um total de 229.830 eleitores, mais 828 do que no sufrágio de 2020, estava inscrito para escolher os 57 deputados da Assembleia Legislativa Regional.
Uma projeção à boca das urnas realizada pela Universidade Católica para a RTP aponta a vitória da coligação PSD/CDS/PPM, que governa atualmente nos Açores, obtendo entre 40% e 45%, com margem para maioria absoluta.
Com esta percentagem, a coligação PSD/CDS/PPM pode eleger entre 25 e 31 dos 57 deputados do parlamento dos Açores, sendo necessários 29 mandatos para uma maioria absoluta, segundo a projeção divulgada pela RTP cerca das 19:00 nos Açores (20:00 em Lisboa).
O PS fica entre 32% e 37% dos votos, elegendo 19 a 25 deputados, e o Chega obtém entre 8% e 11% dos votos e pode eleger quatro a oito deputados.
A mesma projeção indica que a Iniciativa Liberal (IL), o Bloco de Esquerda (BE), o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) e a CDU – Coligação Democrática Unitária (coligação PCP/PEV) obtêm os mesmos resultados, entre 1% a 3%, podendo não eleger ou conseguir um mandato no máximo.
Em relação à estimativa de participação eleitoral, a projeção aponta para uma abstenção entre 44% e 50%.
As eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores decorreram hoje sem qualquer incidente e “dentro do melhor espírito cívico”, de acordo com o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
“As eleições decorreram sem incidentes, sem problemas, dentro do melhor espírito cívico e sem nada que perturbasse o ato eleitoral”, afirmou Fernando Anastácio, em declarações à agência Lusa.
Durante a tarde, o PS/Açores fez queixa à CNE contra o presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, candidato ao cargo pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, alegando violação da proibição de propaganda no dia das eleições.
A CNE considerou, no entanto, que as declarações de Bolieiro à comunicação social após ter exercido o direito de voto não extravasavam “de forma intolerável os limites da lei”, mas advertiu o candidato para se abster de comentários semelhantes.
O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas após o chumbo do Orçamento para este ano.
Onze candidaturas concorreram às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.
De acordo com os resultados das legislativas regionais, o representante da República nomeia depois o presidente do Governo Regional, que, por sua vez, propõe os membros do executivo.
Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.
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