“É uma questão que está em aberto e que só o próximo dia 10 de março pode responder”, afirmou Rui Tavares, em entrevista à agência Lusa, após questionado sobre se excluía uma candidatura nas primárias do Livre para as eleições europeias de junho, caso fosse eleito deputado para a Assembleia da República.
Rui Tavares é fundador do Livre, partido que reúne no sábado e no domingo o seu 13.º congresso no Porto, não eletivo, para aprovar o programa eleitoral às legislativas de 10 de março.
O Livre utiliza o método das primárias na escolha dos seus representantes em cargos de eleição externa, no qual qualquer cidadão pode inscrever-se para concorrer ou para votar, desde que assine a carta de princípios deste partido.
Tavares apontou que, nas eleições legislativas de 2022, “a missão era que o Livre recuperasse o seu lugar no parlamento”, depois da polémica em torno da antiga deputada Joacine Katar Moreira, que foi eleita em 2019 e viria a representar o partido cerca de dois meses apenas, depois lhe ter sido retirada a confiança política em janeiro de 2020.
“Agora estamos numa situação diferente, na qual o que é preciso é constituir uma equipa. E essa equipa inclui o Parlamento Europeu. E depois, incluirá também muito trabalho em Assembleias e Câmaras Municipais, em 2025. Portanto, não estamos neste momento a antecipar o que são as eleições para o Parlamento Europeu ou depois as autárquicas, em termos de pessoas que se apresentem a primárias, porque a equipa que vamos constituir pode vir a precisar dessas pessoas também, dependendo do grau de especialidade e de conhecimento que tenham”, disse.
Interrogado sobre se mantém em aberto a possibilidade de se candidatar nas europeias, mesmo sendo deputado em São Bento, Tavares insistiu: “ou pelo menos não a fecho”.
“As pessoas sabem perfeitamente o que é que a Europa e o projeto europeu significam para mim, e que é uma área na qual tenho tido sempre muita atividade e muito empenho e interesse. Agora, isso não significa nem que sim, nem que não, as eleições de dia 10 de março é que são importantes, ter um grupo parlamentar é que é importante”, frisou.
Interrogado sobre a perceção pública de que o Livre se centra muito na sua figura, o historiador começou por sublinhar que o partido “sempre funcionou de forma plural” e “as primárias são muito participadas”.
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