Coligação entre PSD e CDS? "Ganham ambos com este negócio"

Coligação entre PSD e CDS? "Ganham ambos com este negócio"

Luís Marques Mendes, comentador político e antigo presidente do Partido Social-Democrata (PSD), disse, na noite deste sábado, que, relativamente à coligação pré-eleitoral anunciada entre PSD e CDS-PP, “ganham ambos com este negócio”.

“Para o CDS tem claras vantagens”, começou por definir, no seu espaço habitual de comentário na antena da SIC, onde tornou público parte do acordo entre sociais-democratas e centristas.

“O CDS corria o risco de, indo sozinho às eleições, não ter nenhum deputado. Como não teve nas últimas eleições. O que diz o acordo é que o CDS vai ter, garantidamente, dois deputados. Um na lista de Lisboa e outro na lista do Porto. E depois ainda terá dois candidatos na zona cinzenta. Ou seja, se o resultado for bom poderá eleger mais dois, se for menos bom, fica apenas com os dois primeiros”, contou.

O antigo líder do PSD revelou, também, quem serão os possíveis candidatos pelo CDS à Assembleia da República. “Há cinco personalidades que em princípio vão constar das listas”, disse, apontando os nomes de Nuno Melo, Paulo Núncio, Nuno Magalhães, Isabel Galriça Neto e João Almeida.

“Não quer dizer que todos fiquem em lugares de eleição, porque só há dois garantidamente e mais dois em zona cinzenta, mas são cinco dos nomes que o CDS tem em equação”, concluiu.

Marques Mendes considerou que “em qualquer circunstância, é uma boa solução porque significa que o CDS vai regressar à Assembleia da República, vai ter um grupo parlamentar e isso é bom para a democracia. “Goste-se ou não do CDS, vote-se ou não no CDS, é um partido fundador da Democracia, é bom estar em S. Bento”, continuou.

Já sobre o PSD, o antigo líder social-democrata realçou que o partido também ganha com esta coligação. “Por causa do nosso sistema eleitoral, que favorece a concentração de votos. Com uma concentração de votos, o PSD tem aqui a oportunidade de eleger mais deputados do que se concorresse em separado. A conjugação dos votos dos dois partidos favorece a coligação. Se fossem separados, havia votos que se perdiam”, disse.

Por isso, “ganham ambos neste negócio”, reiterou Marques Mendes.

O comentador fez questão, no entanto, de realçar “uma terceira parte que é positiva para a Democracia, para a Assembleia da República, para valorizar a política”. Trata-se do anúncio de que “haverá três ou quatro candidatos a deputados que serão independentes, cidadãos que vêm da sociedade civil”. Marques Mendes revelou que na calha para estes lugares estão Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos, Eduardo Oliveira e Sousa, antigo presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, e Alexandre Homem Cristo, especialista em Educação.

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