Após mais de cinco anos suspenso, o horário de verão pode retornar ao Brasil em 2025. O tema voltou a ser analisado pelo Governo Federal e por órgãos do setor elétrico, que discutem se a medida pode contribuir para aliviar a pressão no consumo de energia durante os meses mais quentes do ano.
O assunto reapareceu no Plano de Operação Energética de 2025 (PEN 2025), elaborado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O documento alerta para o risco de déficit de potência principalmente nos horários de maior demanda, quando cresce o uso de aparelhos de climatização, como os condicionadores de ar. Caso seja aprovada, a mudança começará à 0h do primeiro domingo de novembro de 2025 e seguirá até a 0h do terceiro domingo de fevereiro de 2026.
Para Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, adiar a retomada do horário de verão representaria um retrocesso na política energética. Ele argumenta que a estratégia é simples de aplicar, traz ganhos econômicos e ainda contribui para a preservação ambiental. Essa defesa ganha relevância em um ano em que o Brasil será sede da COP30, conferência internacional sobre mudanças climáticas, onde o país terá que reforçar compromissos sustentáveis. Nesse sentido, abrir mão da luz natural para recorrer a termelétricas, segundo ele, contraria o discurso de responsabilidade ambiental.
No passado, a principal justificativa para o horário de verão era a redução do consumo em iluminação pública e residencial. Hoje, os estudos também consideram o papel das chuvas no abastecimento das hidrelétricas e a inserção de fontes renováveis, como energia solar .
Fonte:portal020/foto:Imagem reprodução

