Unicamp: confira a lista das obras obrigatórias no vestibular 2023

As inscrições para o vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) 2023 começam no dia 1º de agosto e vão até o dia 2 de setembro deste ano. Os pedidos para a isenção taxa da inscrição devem ser feitos entre os dias 16 de maio e 7 de junho, pela internet. Para ajudar os estudantes que vão encarar o vestibular, o R7 separou a lista com as obras de leitura obrigatória e entrevistou o professor e diretor pedagógico Francisco
Clóvis de Sousa Junior, do curso pré-vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP) para dar dicas. Confira:

Segundo Junior, observar as características do vestibular e ler o edital é requisito básico. “Cada instituição adota um critério diferente para avaliar seus candidatos. Quantidade de questões, tempo de prova, disciplinas prioritárias, obras literárias, estrutura da segunda fase, são algumas diferenças entre os vários vestibulares”, explica. “Nesse cenário, a minha orientação é manter organizado o estudo das obras literárias obrigatórias, não deixe para o final. Busque ler uma obra por semana e analise o contexto histórico e a escola literária que está inserida”, avalia

Outro ponto importante destacado pelo educador e que pode ajudar os vestibulandos na edição 2023 da Unicamp é realizar as provas dos anos anteriores. “Conhecer a linguagem utilizada, a formatação da prova e como os conteúdos são cobrados é um passo essencial para a preparação. Programe-se para fazer ao menos os cinco últimos anos da prova”, diz

Já para a redação, o vestibular conta com duas propostas de texto que variam de acordo com diversos gêneros textuais. Entretanto, o processo seletivo da instituição exige a produção de
apenas um texto com gênero a ser escolhido pelo candidato dentre as opções ofertadas. “Nesse ponto, ao longo de sua preparação é preciso treinar a escrita de vários gêneros possíveis (abaixo assinado, artigo, carta do leitor, crônica, diário, discurso político, palestra, postagem e resenha, avalia Conheça as obras pedidas para o vestibular deste ano:

Soneto, de Luís de Camões — A obra está em domínio público e pode ser lida online. Escrevendo durante o movimento Renascentista, Camões produz uma das maiores obras do Classicismo. O descontentamento ou o desconcerto do mundo inquietam a lírica
camoniana. No aspecto formal, ele usa construções estróficas próprias da
época como a preferência dada ao verso decassílabo nos sonetos, nas canções, nos
tercetos (a terza rima italiana), nas oitavas e na única sextina que escreveu

Sobrevivendo no inferno, Racionais Mc’s — O álbum, considerada a obra mais importante do grupo de rap, ganha as páginas de um livro. O texto é tão contundente quanto à música e traz ao debate a situação de exclusão nas periferias, o encarceramento em massa, ação da polícia entre outros temas. “Foi com Sobrevivendo no inferno que a juventude negra e periférica se formou. Por causa deste disco muita gente se graduou em autoestima e não entrou para a faculdade do crime,” declarou o poeta Sérgio Vaz. Sobrevivendo no Inferno se revela um manifesto político e social

Tarde, Olavo Bilac — O livro foi publicado poucos meses depois da morte do autor, reúne 98 sonetos decassílabos ou alexandrinos. Boa parte da obra trata da passagem do tempo e a chegada da morte, a vida é comparada às fases do ano. Bilac mantém a defesa da pátria e da língua. 

Seminário dos Ratos, Lygia Fagundes Telles — Um livro que reúne 14 contos e a última narrativa dá nome ao livro. A obra foi escrita e publicada em 1977, período de repressão da ditadura militar, além da crítica ao regime vigente, a autora também ironiza a burocracia e a elite 

O Marinheiro, Fernando Pessoa —  A peça teatral foi publicada originalmente em 1915 no primeiro número da revista vanguardista Orpheu, marco do modernismo português. A narrativa é estática e se passa em um velório e três mulheres conversam entre elas. Durante a longa e melancólica noite, uma das mulheres conta a história de um marinheiro que, perdido em uma ilha, inventa histórias de seu passado para combater a solidão. Com o tempo, de tanto pensar nas histórias, ele fica na dúvida se as narrativas inventadas são realidade ou não. E essa dúvida se repete com as mulheres que acabam duvidando das histórias que contam

A Falência, Júlia Lopes de Almeida —  Amiga do escritor Machado de Assis, a autora, Júlia Lopes, ficou esquecida por um período tanto pela crítica como pelo grande público. Seu romance pertence ao Realismo e trata da vida do português Francisco Teodoro que fez fortuna no Rio de Janeiro. Ele se casa com a bela Camila, apenas por convenção social, e tem quatro filhos. Camila tem uma vida social intensa e um amante, o Dr. Gervásio. A estabilidade é quebrada quando Teodoro perde tudo e comete o suicídio. Além de perder a riqueza, Camila também enfrenta a falência moral ao ser abandonada por seu amante

O Ateneu, Raul Pompéia — O livro começou a ser publicado em  em folhetins, em abril de 1888, no jornal Gazeta de Notícias e foi publicado no mesmo ano. A obra reúne as memórias de Sérgio (alter ego do autor) sobre sua experiência de dois anos em um colégio interno no Rio de Janeiro, onde as famílias ricas mandavam seus filhos

Niketche, uma História de Poligamia, Paulina Chiziane —Representante do pós-modernismo, o livro foi a primeira obra escrita por uma mulher moçambicana. O texto, como o título denuncia, trata da questão da poligamia e dos dramas e anseios da personagem principal quando avalia o amor e a infidelidade

Bons dias, Machado de Assis — Obra reúne 49 crônicas publicadas no jornal Gazeta de Notícias entre abril de 1888 e agosto de 1889. O livro traz um retrato histórico e político do Brasil do período da abolição e fim do Império

Carta de Pero Vaz de Caminho — Uma carta que relata ao rei D. Manuel o que viu no período de 21 de abril até 1º de maio de 1500. É o registro mais remoto do Brasil e registra o primeiro contato entre os portugueses e os nativos

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