Uma empresa chinesa de sorvetes de “alta qualidade” viralizou e atraiu uma onda de polêmica após vídeos mostrarem que alguns dos produtos dela não derretem. De acordo com as gravações, mesmo após minutos em contato com o fogo os sorvetes permanecem quase intactos.
A onda de desconfiança para cima da Zhong Xue Gao começou após uma gravação mostrar um sorvete da empresa ao lado de um termômetro que marcava 31 graus Celsius. Segundo a descrição da publicação, feita em uma rede social chinesa, o sorvete estava ali a 1h30.
O sucesso da postagem fez muitos chineses iniciarem os próprios testes — inclusive tentar queimar o picolé, chamado Chicecream, com um maçarico.
A tentativa, feita em 5 de julho na cidade de Handan, no norte do país, terminou com o sorvete aparentemente queimado do lado de fora, mas sem sinais de derretimento.
Em outro teste maluco, um youtuber coloca uma bola de ferro aquecida 1.000 graus Celsius em cima do sorvete, que derrete apenas onde a bola toca.
Após a onda de polêmicas e escrutínio, a Zhong Xue Gao se manifestou e tentou resolver o mistério.
De acordo com um comunicado, divulgado na quarta-feira (6), os produtos da empresa utilizam um “agente de aumento de viscosidade”, justamente para evitar o derretimento.
Ainda segundo a empresa, os agentes químicos atendem a todos os padrões de segurança alimentar e de saúde da China — além de estarem plenamente prontos para resistir às mudanças climáticas.
A declaração oficial não foi o bastante para eliminar a desconfiança, principalmente por causa dos preços dos produtos da empresa: o sorvete mais barato da Zhong Xue Gao custa R$ 9,50 (12 remimbis, a moeda oficial chinesa), enquanto alguns mais exclusivos passam de R$ 160 (124 remimbis).
“Acreditamos que não é científico julgar a qualidade do sorvete assando, secando ou aquecendo-o”, disse a empresa, em um post na rede social Weibo.
Autoridades de alimentação de Xangai, onde fica a sede da empresa, afirmaram que estão cientes dos vídeos e irão investigar o caso.
Em entrevista à agência de notícias AFP, Wang Silu, um inspetor nacional de alimentos, disse que os estabilizadores — um aditivo alimentar criado justamente para preservar sorvetes por mais tempo — são considerados seguros para o consumo.
LEIA ABAIXO: Sorvete de porquinho-da-índia, besouro ou cogumelo: vai um aí?

