A empresa responsável pela organização do evento Navio Cabaré, cruzeiro cuja atração principal era o cantor sertanejo Leonardo, firmou Termo de Ajuste de Conduta (TAC) perante o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) em razão de denúncias de assédio sexual.
O acordo é resultado de um inquérito civil instaurado após quatro mulheres contratadas pela empresa Nova Geração Eventos Ltda. para trabalharem como modelos no evento dentro do navio de cruzeiro MSC Preciosa denunciarem terem submetidas a assédio sexual.
As vítimas tinham idades entre 18 e 21 anos e foram resgatadas pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2023, após uma delas conseguir ligar para a família. Na ocasião, a mulher contou que ela e as demais vítimas eram impedidas de se comunicarem com pessoas fora do navio.
As mulheres disseram que eram vigiadas ao se locomoverem e suspeitavam de que funcionários do cruzeiro colocavam substâncias tóxicas nas bebidas que lhes eram oferecidas. Também relataram episódios de assédio sexual, incluindo uma tentativa de beijo forçado por parte do dono da empresa contratante. No entanto, de acordo com o laudo de exame de corpo de delito, não restou comprovada a suspeita de qualquer substância potencialmente tóxica nas bebidas oferecidas.
Segundo o procurador Renato Silva Baptista, responsável pelo caso, “constitui assédio sexual no trabalho qualquer atitude provocadora com conotação sexual ou com finalidade de obter vantagem sexual, bem como qualquer conduta, com finalidade de satisfação da libido, lascívia e/ou quaisquer desejos de natureza sexual, que ocorra no ambiente de trabalho e locais correlatos, que crie uma situação ofensiva, hostil, de intimidação, ainda que não haja hierarquia entre o(a) assediador(a) e vítima”.
Fonte:Metrópoles/foto:Imagem ilustrativa
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