Justiça inglesa deve decidir se vai julgar ação sobre Tragédia de Mariana (MG)

Barragem da Samarco rompeu em 2015

Barragem da Samarco rompeu em 2015 Antônio Cruz/ Agência Brasil

A Justiça Inglesa deve decidir, nesta sexta-feira (8), se irá julgar a responsabilidade da mineradora anglo-autraliana BHP Billiton no rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, a 110 km de Belo Horizonte, em novembro de 2015. A multinacional é co-proprietária da Samarco, mineradora dona do reservatório que se ruiu.

A ação foi movida pelo escritório PGMBM em nome de um grupo de brasileiros com 200 mil atingidos pela tragédia. Dentre eles estão pessoas comuns, igrejas, empresas, organizações, municípios e povos indígenas brasileiros.

As audiências referentes ao caso na côrte britância aconteceram em abril deste ano. Na época, os advogados do escritório defenderam que a BHP deveria ser julgada na Inglaterra, já que tem sede no país.

A mineradora, por sua vez, havia alegado que levar a instauração do processo inglês iria duplicar “questões que já são cobertas pelos trabalhos de reparação em andamento, por decisões judiciais dos Tribunais brasileiros ou são objeto de processos judiciais em curso no Brasil”.

A ação coletiva também pede que a BHP Billinton seja condenada a pagar uma indenização de 5 bilhões de libras (R$ 32 bilhões na cotação de hoje).

A reportagem procurou a BHP para comentar sobre o julgamento e aguarda retorno.

Tragédia de Mariana

A barragem de Fundão, em Mariana, da mineradora Samarco, se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, matando 19 pessoas e poluindo o rio Doce. A lama de rejeitos chegou até o litoral brasileiro, pelo Espírito Santo.

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