O funcionário de uma loja no Mercado Novo, no centro de Belo Horizonte, foi preso como suspeito de ameaçar matar uma cozinheira de um restaurante vizinho. O caso aconteceu após a mulher denunciar ter sido vítima de assédio sexual por parte do chefe do trabalhador.
Em depoimento, a cozinheira relatou que estava sozinha no restaurante, em um dia de pouco movimento, quando o assédio aconteceu. O suspeito teria ido até ela e começado a fazer elogios. Na sequência, ela afirma que o homem teria encarado suas partes íntimas e pedido para ver fotos suas “de biquíni”.
No momento do assédio, a cozinheira relatou que ficou “sem reação” e teve uma crise de pânico. Devido à falta de câmeras de monitoramento no local, a suposta importunação não foi flagrada.
No dia seguinte, a vítima relatou o ocorrido à sua patroa, que pediu esclarecimentos satisfações ao homem. Segundo a cozinheira, ele não negou o assédio, mas disse que tudo não passava de uma “brincadeira”. Na época, ela preferiu não fazer denúncias formais por importunação sexual.
Alguns dias depois, um funcionário do suspeito teria ido bêbado até o restaurante da vítima e ameaçado matá-la. Ele foi contido pelos seguranças do Mercado Novo até a chegada da Polícia Militar, que realizou a prisão. A cozinheira também registrou um boletim de ocorrência contra o lojista que teria cometido a importunação sexual, mas até o momento ele não foi detido.
Após o ocorrido, o Mercado Novo disponibilizou seguranças para o restaurante, mas a vítima afirma ainda se sentir insegura. O caso segue é investigado pela Polícia Civil.

