Agente penitenciário federal, Joseilton de Souza Cardoso estava sendo julgado na manhã desta terça-feira, 14 de Junho, mas a sessão foi adiada. Ele é acusado de matar o pedreiro, Adilson Silva Ferreira dos Santos, na época com 23 anos, durante um show no estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande (MS).
O júri começou por volta das 08h, quando foi iniciada a fase de instrução em plenário e ouvido depoimentos de cinco testemunhas. Na sequência, o réu foi interrogado. Já aos 45 minutos do interrogatório, o Ministério Público e um dos membros da banca de Defesa passaram a discutir aos gritos.
Após a paralisação, os insultos continuaram e diante dessa cena, o juiz registrou o episódio em ata e declarou encerrados os trabalhos. Desta forma, a sessão foi adiada no Fórum da Capital.
Joseilton de Souza Cardoso ocupa o banco de réus
(Foto: Luciano Muta)
Durante o julgamento – O primeiro depoente da sessão e primo da vítima, Márcio Giovani de Souza reforça que a briga foi motivada pelo uso de banheiro químico.
Conforme a testemunha, Joseilton e Adilson brigaram a socos perto do banheiro. Márcio estava junto à vítima no show e afirmou que o evento era para ser “noite de diversão entre primos, mas meu primo não voltou para casa”, disse emocionado.
As informações preliminares do caso apontaram que o réu teria agido em legítima defesa, pois teria sido agredido por Adilson. Márcio apenas ouviu o disparo e notou o primo já caído no chão. Após o crime, foi até o acusado e desferiu chute contra ele, para depois pedir socorro. Quando retornou ao local, Joseilton já havia fugido. “Eu fique chorando próximo ao banheiro”, relatou o primo da vítima.
Adilson Silva Ferreira dos Santos foi morto com um tiro no peito
(Foto: Reprodução/Rede Social)
Relembre o caso – O réu matou a vítima com um tiro no peito no dia 24 de Setembro de 2017, durante um show no estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês na Capital. Os dois tiveram uma discussão no banheiro do local.
Conforme as informações, durante a briga o agente teria sido agredido por Adilson e tinha diversos ferimentos. Após a agressão, usou a pistola ponto 40 para se defender. Joseilton alegou legítima defesa.
Adilson foi atingido no peito e morreu na hora. Já o agente foi preso em flagrante por homicídio e encaminhado para Delegacia. A arma de fogo foi apreendida.
O agente ficou preso por alguns dias, até o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri o conceder a liberdade provisória. Na decisão, foi levado em consideração que o réu possuía residência fixa, trabalho lícito e tinha bons antecedentes criminais.
No entanto, na época várias versões foram expostas para entender o que realmente motivou o homicídio, até mesmo os familiares da vítima que negaram a versão do réu.
Ainda de acordo com o acusado, ele relatou que entrou com a arma no show, pois, não tinha vaga no estacionamento e teve que entrar com o objeto.
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