O agente penitenciário federal, Joseilton de Souza Cardoso ocupa o banco de réus nesta terça-feira (14) para ser julgado pelo homicídio do pedreiro, Adilson Silva Ferreira dos Santos, na época com 23 anos, durante um show no estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande, após quase cinco anos do ocorrido.
Joseilton é julgado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri do Fórum de Campo Grande. O réu matou Adilson com um tiro no peito no dia 24 de Setembro de 2017, após discussão no banheiro do local. O primeiro depoente da sessão e primo da vítima, Márcio Giovani de Souza reforça que a briga foi motivada pelo uso de banheiro químico.
Conforme a testemunha, Joseilton e Adilson brigaram a socos perto do banheiro. Márcio estava junto à vítima no show e afirmou que o evento era para ser “noite de diversão entre primos, mas meu primo não voltou para casa”, disse emocionado.
Adilson Silva Ferreira dos Santos foi morto com um tiro no peito (- Foto: Reprodução/Rede Social)
As informações preliminares do caso apontaram que o réu teria agido em legítima defesa, pois teria sido agredido por Adilson. Márcio apenas ouviu o disparo e notou o primo já caído no chão. Após o crime, foi até o acusado e desferiu chute contra ele, para depois pedir socorro. Quando retornou ao local, Joseilton já havia fugido. “Eu fique chorando próximo ao banheiro”, relatou o primo da vítima.
Relembre o caso
Conforme as informações, durante a briga o agente teria sido agredido por Adilson e tinha diversos ferimentos. Após a agressão, usou a pistola ponto 40 para se defender. Joseilton alegou legítima defesa.
Adilson foi atingido no peito e morreu na hora. Já o agente foi preso em flagrante por homicídio e encaminhado para Delegacia. A arma de fogo foi apreendida.
O agente ficou preso por alguns dias, até o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri o conceder a liberdade provisória. Na decisão, foi levado em consideração que o réu possuía residência fixa, trabalho lícito e tinha bons antecedentes criminais.
No entanto, na época várias versões foram expostas para entender o que realmente motivou o homicídio, até mesmo os familiares da vítima que negaram a versão do réu.
Ainda de acordo com o acusado, ele relatou que entrou com a arma no show, pois, não tinha vaga no estacionamento e teve que entrar com o objeto.
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