Imagine nunca mais conseguir dormir na vida. Não apenas uma insônia que dura alguns dias, mas por mais de 40 anos. O que parece tema de literatura aconteceu com Paul Kern, um soldado húngaro da Primeira Guerra Mundial.
Durante um dos conflitos, em 1915, Paul foi atingido na cabeça por uma bala do exército russo, só removida por uma cirurgia considerada de sucesso. Quando Paul abriu os olhos após a operação, ele nunca mais dormiu na vida.
Como qualquer um imagina, viver sem dormir não é algo exatamente comum. Uma insônia severa pode causar alucinações, mudanças de personalidade, perda de peso, cansaço extremo, entre outros sintomas muito perigosos.
Mas Paul não teve nada disso. Ele apenas precisava fechar os olhos para descansá-los, e gastava mais dinheiro para se manter ocupado por mais oito horas diárias.
Nenhum médico conseguiu descobrir o motivo de uma mudança cerebral tão brusca. Durante a vida, Paul viajou a diversos países e foi examinado continuamente, além de ter sido tema de diversas teorias.
Um médico afirmou que ele provavelmente adormecia alguns segundos espaçados durante o dia, mas ninguém nunca testemunhou algo do tipo acontecer. Outros suporam que ele teria uma morte prematura em razão da forma como o cérebro funcionava após o tiro.
“Há anos que não se deita e o seu trabalho não dá o menor sinal de deterioração. No início, ele tentou dormir, mas as horas de vigília na cama o exauriam mais do que de trabalhar”, descreveu o jornal The Chronicle, da Austrália.
A publicação ainda descreveu a rotina diária de Paul, o que dá uma ideia de alguém com 24h do dia disponíveis faz.
– Das 9h às 14h, trabalho no Departamento de Pensões
– 14h às 18h horas, escrita e leitura
– Das 19h às 19h, uma volta em boates, cabarés, banho públics e trocas de roupa. Depois desjejum e trabalhe de novo
Paul Kern morreu em 1955 e ainda hoje é considerado um caso único.
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