Grupo especializado em crimes de estelionato e lavagem de dinheiro é preso em São Paulo

A Polícia Civil saiu para realizar as buscas pelos suspeitos na manhã desta quinta (2)

A Polícia Civil saiu para realizar as buscas pelos suspeitos na manhã desta quinta (2)
Reprodução

Quatro pessoas foram presas durante a fase II da Operação Parasita, que tem como objetivo combater um grupo especializado em crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, na manhã desta quinta-feira (2).

A ação é realizada pelas equipes da Divisão de Capturas, do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), em conjunto com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo), do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo).

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, a organização agia por meio de negociações nas quais adquiriam empresas de diversos ramos em vários municípios.

Segundo o MP-SP, os investigados se apresentavam como o “maior fundo distressed business do Brasil”, um grupo especializado na compra e recuperação de empresas em crise e alegavam possuir experiência no ramo de sociedades estressadas – também conhecidos como “fundos abutres”.

Após um contrato de responsabilidade firmado entre as partes, os supostos compradores passavam a adquirir bens e financiamentos em nome da empresa, praticado fraudes e crimes contra inúmeras vítimas.

Ao serem acionados na Justiça, devido às irregularidades constatadas, o grupo mudava de local e abria outras empresas em nome de terceiros. Com as mudanças, os integrantes não conseguiam ser localizados.

Com as informações, as equipes da inteligência da Polícia Civil iniciaram a investigação que resultou na Fase I da operação.

Na primeira parte da ação, que ocorreu em maio de 2022, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Guarulhos, São Paulo, Mauá, Barueri e Santana de Parnaíba.

Na época, foram apreendidos veículos de luxo, relógios de alto valor e bolsas de marcas renomadas. Nesta quinta-feira, cerca de uma semana após a Fase I, a Polícia Civil deu início a segunda parte da operação, que visava o cumprimento de quatro mandados de prisão.

Os suspeitos foram identificados após o cruzamento de informações que constatou a movimentação de altos valores bancários na conta dos investigados.

Ainda segundo as investigações, um dos suspeitos pretendia deixar o país, motivo pelo qual a polícia expediu os mandados de prisão preventiva nesta quarta-feira (1). 

Com os mandados, as equipes da Divisão de Capturas conseguiram localizar e prender os quatro alvos. Eles foram encontrados em Barueri, São Paulo e Alphaville, sendo dois no último endereço.

Os detidos foram encaminhados para o Palácio da Polícia Civil, localizado na rua Brigadeiro Tobias, no centro de São Paulo. De acordo com a delegada, os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Goiás Alerta

Oferta de Elon Musk para comprar o Twitter equivale a quase 10% do PIB brasileiro do 1º trimestre

Matheus Bianqui é a novidade na escalação da Chapecoense

Categorias

Galeno virou 'cisne' e evolui como o 'vinho do Porto'

Categories