Patrick Camargos Borel tem apenas 21 anos e já leva na sua bagagem de escalador a experiência de ter sobrevivido à queda de um penhasco de cerca de 150 metros de altura no interior de Minas Gerais. Agora, ele se recupera dos ferimentos leves que teve no acidente – apenas um trauma na região do tornozelo e escoriações pelo corpo – mas conta que precisou se equilibrar em uma região de um metro quadrado para não cair de uma altura ainda maior.
“Eu cheguei a pensar o pior. Eu tinha menos de 60 centímetros para ficar em pé e não me mover. Teve um momento que estava cedendo e podia acontecer o pior. A queda era de 170 metros”, lembra.
Foram mais de 20 horas com fome e frio até o resgate do pequeno espaço de estrutura de rochas. Pelo celular, o jovem telefonou para um amigo que acionou o Corpo de Bombeiros.
O acidente aconteceu na tarde de domingo (24), mas ele só foi encontrado por volta das 2 horas da madrugada. Devido à dificuldade de acesso ao local e à baixa visibilidade, os agentes não conseguiram resgatá-lo no momento. A vítima permaneceu suspensa até a chegada de um helicóptero, na tarde desta segunda-feira (25).
Natural de Luisburgo, cidade que abriga o pico onde o acidente aconteceu, Borel aprendeu a escalar com profissionais. Ele pratica o esporte há quatro anos e foi a primeira vez que passou por uma queda grave. Apesar do susto, ele não considerou a experiência traumática e parar de escalar não é uma hipótese.
“A sensação é um frio da barriga. É um momento único, que não tenho como descrever. Eu já tenho costume. Então, sei que esse tipo de coisa acontece. Não traumatizou”, finaliza.

