Aos 30 anos, Neymar simula mais um pênalti. E reage como um garoto. Não sabe o mal que pode fazer para a Seleção na Copa

Neymar ironizando a revolta com mais um pênalti que ele simulou na carreira

Neymar ironizando a revolta com mais um pênalti que ele simulou na carreira Reprodução/Twitter Neymar

São Paulo, Brasil

“Eu falei para ele, toda dividida que você entrar você vai perder.

“Se você ver que vai receber o choque, que esteja projetado no ar […] Eu estou falando para ele “ei, você tem que jogar seu futebol. Você caindo você já levou o Brasil na Olimpíada, foi campeão da Champions com o Barcelona. Não mude.”

“Isso (saber se é simulação ou não) é responsabilidade da arbitragem, não é uma discussão nossa. Não estou criticando quem fala que ele é cai-cai ou não, estou falando que a arbitragem tem que ter entendimento para poder coibir certas coisas, saber se é ou não simulação.”

As declarações são de Neymar pai, em 2019, assumindo a culpa de ter, desde a infância, ensinado o filho a tirar a perna, cair, rolar, fingir ter tomado o pontapé que não aconteceu.

As lições na primeira infância, do nascimento até os sei anos, ficam ‘para sempre’, descreve a psicologia ocidental. E Neymar pai, jogador de futebol de carreira muito fraca, percebeu o dom, o talento do filho desde os primeiros passos. E tratou de ensiná-lo a chutar, cabecear, driblar e se atirar, para se salvar dos pontapés dos meninos maiores.

Neymar levou os ensinamentos para a vida toda.

Mesmo agora, com 30 anos e cinco meses, ele segue com o reflexo apurado. Ao perceber que há a chance de receber o pontapé de uma adversário, espera ficar a centímetros do contato e dobra as pernas, se jogando em cima do adversário. Se o juiz não estiver de frente para o lance, fica com a certeza absoluta de falta ou pênalti, se for dentro da grande área.

Se no Brasil, a simulação é sinônimo de esperteza, de ‘levar vantagem’, enganar o juiz, prejudicando o adversário, com a falta, ou pênalti, inexistente, na Europa é muito diferente.

Simulação é encarada com seriedade, repulsa. Enganar o juiz, fingir algo que não aconteceu, para tirar vantagem traz muito rancor. Porque o princípio básico de qualquer esporte é a disputa limpa, real. 

As pernas do zagueiro Miura recolhidas. Neymar cavou o pênalti. Portais europeus ironizam a simulação

As pernas do zagueiro Miura recolhidas. Neymar cavou o pênalti. Portais europeus ironizam a simulação Reprodução/Twitter

O ato de simular é chamado pelos europeus como diving, ou seja, mergulhar. E Neymar virou um dos maiores representantes desta prática.

O que é péssimo para a carreira dele e para o time que joga e até para a Seleção Brasileira.

Há inúmeros vídeos na Internet de Neymar fingindo pênaltis e faltas. Rolando pelo chão, como se tivesse sido atingido por uma britadeira, quando não foi sequer tocado pelos adversários. 

Em alguns deles, conseguiu enganar os árbitros. Noutros, não. 

Mas a sensação de tentativa de burlar as regras do futebol é a mesma: revoltante.

“Ele é um dos melhores jogadores do mundo. Por quê precisa dessas simulações? Para quê?”, perguntou, revoltado, o alemão Lothar Matthaus ao The New York Times.

Na Copa da Rússia, Neymar virou memes no mundo todo. As críticas seguiram o jogador, que fracassou de forma assustadora na competição.

Quatro anos depois, ele mostrou hoje no Japão, que seu costume de simular faltas ou pênaltis não mudou. Mesmo tendo excelente atuação no amistoso na vitória do PSG contra o Gamba Osaka, por 6 a 2, o brasileiro tratou de mostrar sua arte de fingir.

Seu time já dominava o japonês, vencia por 1 a 0, quando ele invadiu a área pela esquerda. Ao perceber o carrinho afoito do zagueiro Miura, deixou os pés do adversários chegarem o mais próximo possível dos seus. E se dobrou, rolando no gramado, como se a britadeira de 2018 o tivesse atingido.

‘Pênalti’ marcado.

As simulações de Neymar na Copa da Rússia só consolidaram a imagem do brasileiro no mundo

As simulações de Neymar na Copa da Rússia só consolidaram a imagem do brasileiro no mundo Reprodução/Twitter El Pais

Só que no amistoso não havia VAR. Mas quando o telão do estádio Panasonic Stadium Suita mostrou o lance, torcedores japoneses gritaram revoltados. Viram que o atacante não foi tocado.

Veículos de comunicação ainda tentaram minimizar a simulação, a citando como ‘pênalti fantasma’. Quando na verdade, não houve penalidade alguma.

Portais do mundo todo, principalmente da Europa, estão ironizando a marcação do pênalti. Deixando claro que não passou de mais um ‘mergulho’ de Neymar que enganou a arbitragem.

O lance manchou a excursão vitoriosa do PSG pelo Japão, onde o novo PSG, comandado agora por Christophe Galtier havia vencido o Kawasaki Frontale, por 2 a 1, e o Urawa Red Diamonds, por 3 a 0, dando fim à pre-temporada.

Neymar ficou revoltado com a reação de quem questionou o ‘pênalti’.

“Fantasma  ge sendo ge … tocou é pênalti!
“Bando de gente que nunca se quer chutou uma bola e fica fazendo matéria de m… 臘‍♂️”

A resposta do jogador ao site esportivo da Globo.

Mas teria mais, depois da virulenta repercussão pelos portais no mundo.

“✋駱 careta pros HATE ”

‘Hate’ é ódio em inglês. Ele quis dizer ‘haters’, pessoas que ele acham que o odeiam.

Ele só gostou de um comentário.

Do internauta @malan, que o chamou de ‘debochado’.

“Meu sobrenome 路‍♂️ atura ou surta”, escreveu o atacante…

Lógico que ganhou milhares de curtidas de seus seguidores.

Neymar age da mesma maneira, desmentindo o óbvio. Como se as pessoas que não foram jogadores de futebol não enxergassem.

Essas simulações, neste mundo midiático, são espalhadas pelo planeta. E chegam até os árbitros de futebol que apitam Campeonatos Franceses, Champions Leagues, Copas do Mundo. 

Lógico que qualquer pênalti envolvendo Neymar ou mesmo falta violenta despertará um cuidado especial. Lembrando que o VAR só analisa lances de pênaltis claros. Não interpretativos. Eles ficam a cargo dos árbitros em campo.

Há quase dez anos, em agosto de 2012, Tite resumiu o que pensava das simulações de Neymar. Era técnico do Corinthians. E não da Seleção.

“No jogo da Libertadores, o Emerson deu um carrinho imprudente e foi expulso.

“O Neymar caiu e rolou. Quando o Emerson foi expulso, ele levantou e estava bom.

“Perder ou ganhar é do jogo. Simular uma situação para levar vantagem não é.

“É mau exemplo para o garoto que está crescendo, para o meu filho.”

Outra vez o camisa 10 de Tite está no centro das discussões por simulação.

Há quatro meses do início da Copa do Catar.

Os reflexos atingem diretamente a Seleção.

Não adianta Neymar, xingar, disfarçar, ironizar.

Que juiz não pensará dez vezes antes de marcar um pênalti nela no Mundial?

Ou mesmo uma falta perigosa

Tite que já disse que Neymar não era 'exemplo para seu filho', não critica simulações na Seleção

Tite que já disse que Neymar não era ‘exemplo para seu filho’, não critica simulações na Seleção Reprodução/Instagram

Ou entrada dura que mereça cartão amarelo ou vermelho?

Como ter a certeza se o atacante não estará apenas fingindo?

Ninguém quer passar por tolo.

Ainda mais os árbitros trabalhando nos jogos mais importantes de suas carreiras.

E já ‘vacinados’ das simulações do brasileiro.

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