Luiz Felipe Teles, umas das vítimas intoxicadas por cerveja da Backer em janeiro de 2020, pode comemorar a volta ao trabalho nesta semana. Depois de mais de dois anos, o engenheiro de desenvolvimento de produtos retornou à empresa que trabalhava antes da tragédia. O sentimento para ele é de “superação e muita alegria”.
Teles tomou a cerveja Belorizontina da Backer em dezembro de 2019 e ficou em estado grave. Foram 82 dias em coma e cinco meses internado. Ao sair do hospital, enfrentou uma série de dificuldades, que são difíceis de sair da memória: “Quando eu cheguei em casa eu não sentia os movimentos do meu corpo. Foram meses de tratamento com fonoaudióloga, fisioterapeuta e psicólogos. Todo o esforço valeu a pena e agora posso comemorar”, afirma o engenheiro.
Teles perdeu a audição, 50% da função renal e tem dificuldade de locomoção devido à uma polineuropotia. O engenheiro retornou ao trabalho e foi recebido com festa na empresa em que já trabalhava antes de ser intoxicado:
“É um sentimento de muita felicidade e superação. A minha empresa me esperou e confiou que um dia eu voltaria. E estou de volta. Apesar de todas as minhas limitações causadas pela intoxicação estou feliz em me sentir útil novamente” comemora o engenheiro que trabalha alguns dias presencial e outros de casa.
Caso Backer
O caso Backer foi uma intoxicação em série causada por cervejas Belorizontinas contaminadas. Ao menos 10 pessoas morreram e outras dezenas alegam ter tipo sintomas.
A investigação da Polícia Civil concluiu que tanques de produção estavam furados e foram contaminados com dietilenoglicol, um anticongelante usado em fábricas e que é letal.
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou 11 pessoas por delitos relacionados ao caso. Dentre eles, os três sócios da empresa.

