O dólar voltou a subir nesta quinta-feira (14), próximo das máximas de fechamento desde janeiro, ao fim de mais um pregão dominado pelo fortalecimento global da divisa norte-americana e por temores de recessão, o que ditou nova onda de vendas em ativos de risco como moedas emergentes.
O dólar à vista fechou em alta de 0,53%, a R$ 5,4327, devolvendo boa parte da queda de 0,65% da véspera.
A cotação, porém, fechou longe da máxima do dia, quando saltou 1,62%, a R$ 5,4913, pico intradiário desde janeiro. Na mínima, ainda subiu 0,19%, a R$ 5,4144.
Já o Ibovespa fechou em queda, renovando mínimas desde novembro de 2020, pressionado pelo declínio de ações atreladas a commodities e diante da perspectiva de altas mais rápidas de juros nas principais economias do mundo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,7%, a 96.212,83 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo atingido 95.430,74 pontos no pior momento, menor patamar intradia desde 3 de novembro de 2020.
O volume financeiro somava R$ 22,3 bilhões, em pregão também marcado por ajustes visando o vencimento dos contratos de opções sobre ações ba bolsa paulista.
As ações da Vale desabaram mais de 6%, conforme o preço do minério de ferro recuou na Ásia, com o contrato de referência em Cingapura negociado abaixo de US$ 100, mínima em oito meses. Petrobras PN caiu 2,5%, na esteira do declínio de 0,47% do petróleo Brent.
Na ponta positiva, ações relacionadas a consumo avançaram com a aprovação da PEC dos Benefícios na Câmara dos Deputados, que deve injetar dinheiro na economia, apesar do seu nocivo efeito nas contas públicas, com um impacto fiscal estimado em R$ 41,25 bilhões.

