Antes de matar casal de Ivinhema, caminhoneiro havia batido em outros veículos

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O caminhoneiro trafegava de forma irregular, conforme o Contram. (Foto: Divulgação)

 

Alexsandro Capovilla, de 35 anos, foi preso pela Polícia Civil de Ivinhema após o caminhoneiro atropelar e matar Rodrigo Almeida e sua namorada Débora Honório. O acidente ocorreu na BR 376 na noite da última quarta-feira (6), no trecho entre o distrito de Amandina e Ivinhema.

O caminhoneiro estava em alta velocidade, ele conduzia um veículo bi-trem, conforme divulgou o site Jornal da Nova.  Testemunhas relataram que antes de colidir no casal na motocicleta, o caminhoneiro chegou a bater em pelo menos seis veículos na estrada. e, em nenhum das colisões ele parou para prestar socorro. Ele foi parar somente depois de tombar o caminhão.

Segundo a Polícia Civil que atendeu a ocorrência, o veículo conduzido pelo caminhoneiro, um bi-trem de nove eixos e um total de 25,5 metros, viola a resolução 211 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Inicialmente, o motorista afirmou não estar sob efeito de drogas ou álcool, realizando etilômetro e constatando-se 0,0 mg/l.

Histórico de epilepsia – Chamou a atenção da equipe policial civil o fato de Alexsandro ter convulsionado durante o atendimento médico após o acidente, visto que estava sem qualquer tipo de lesão que pudesse causar o sintoma. Questionado, ele negou ter qualquer histórico de convulsões.

Entretanto, em checagem no sistema, foi constatado que o suspeito já sofreu de convulsões do mesmo tipo uma vez no ano de 2017 e outras duas vezes no ano de 2020, sendo internado em hospitais. Tal fato levou os investigadores a concluir que motorista possui quadro de epilepsia ou outro causador de convulsões frequentes, e omitiu o fato da equipe visando se evadir da responsabilização.

Foram ouvidas quatro testemunhas do fato, todas relatando que durante os inúmeros acidentes, o caminhoneiro invadiu a pista contrária. Ainda assim, o suspeito nega os fatos.

O motorista permanece no hospital sob escolta da Polícia Militar e será submetido a audiência de custódia.

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