Antes de 1996, saber quem ganhou uma eleição no Brasil era uma maratona que durava dias.
A contagem manual de milhões de cédulas de papel era um processo lento e vulnerável a irregularidades. A história eleitoral brasileira também foi marcada por práticas como o voto de cabresto, ligado à coerção do eleitor, e por fraudes associadas ao manuseio físico das urnas e cédulas.
Foi para enfrentar esse problema logístico e de segurança que, sob coordenação do Tribunal Superior Eleitoral, engenheiros do INPE, do ITA e do Exército Brasileiro se uniram para desenvolver uma tecnologia de concepção nacional.
Nascia a urna eletrônica brasileira.
Projetada para ser simples e acessível a diferentes níveis de escolaridade, ela eliminou a intervenção humana direta na contagem dos votos. O sistema foi desenhado para funcionar de forma isolada, sem conexão com a internet durante a votação, reforçando a integridade dos dados.
O impacto foi global. Enquanto muitos países ainda levam dias para totalizar votos em papel, o Brasil consegue definir o futuro político de uma nação continental poucas horas após o fechamento das seções.

