O uso frequente de maconha pode afetar diretamente a qualidade do esperma e reduzir as chances de uma fertilização bem-sucedida, segundo apontam diversos estudos científicos recentes. Pesquisas indicam que o THC, principal componente psicoativo da cannabis, tem impacto negativo sobre a forma, quantidade, motilidade e até o material genético dos espermatozoides.
Especialistas alertam que o THC, especialmente quando inalado, pode alterar a forma dos espermatozoides, desacelerar seus movimentos e danificar suas mitocôndrias, que são as estruturas responsáveis por impulsioná-los até o óvulo. Isso compromete a capacidade de fecundação. Além disso, o THC pode se ligar aos receptores canabinoides do esperma, interferindo no sistema de sinalização celular.
Revisões de literatura, como uma publicada em 2019, identificaram uma forte associação entre o uso de cannabis e baixa contagem espermática, além de uma incidência maior de esperma com morfologia anormal. Outro estudo realizado com homens jordanianos apontou menor motilidade espermática em usuários de maconha, quando comparados a fumantes de tabaco e não fumantes.
Pesquisas em animais também revelaram efeitos preocupantes: o uso de cannabis pelos pais pode alterar o DNA do esperma e afetar diretamente o desenvolvimento embrionário, como mostrou um estudo com ratos da Universidade Duke.
Além dos efeitos sobre os espermatozoides, o uso crônico e em altas doses da cannabis pode contribuir para disfunção erétil, ejaculação retardada e queda da libido.
Fonte:Mais Goiás/foto:Imagem ilustrativa
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