A operadora de telefonia Oi teve sua falência decretada nesta segunda-feira, 10, pela 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), encerrando oficialmente um ciclo de tentativas de recuperação judicial que se arrastava desde 2016. A decisão judicial também abrange as subsidiárias Portugal Telecom International Finance (PTIF) e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A.
A juíza Simone Gastesi Chevrand reconheceu a insolvência técnica e patrimonial da companhia, afirmando que a Oi não possui mais viabilidade econômica para cumprir suas obrigações. A sentença converte o segundo processo de recuperação judicial, iniciado em 2023, em falência definitiva.
Apesar da falência, os serviços prestados pela operadora, incluindo contratos com órgãos públicos e empresas privadas, continuarão funcionando provisoriamente. A gestão das atividades será realizada pelo administrador judicial, que supervisionará a transição dos contratos para outras empresas. A Oi Soluções, braço corporativo da companhia, é responsável por serviços críticos como telefonia pública, conectividade bancária e controle de tráfego aéreo.
Com a decretação da falência, todas as ações e execuções contra a Oi estão suspensas. Isso inclui cobranças de credores e qualquer tentativa de venda ou oneração de bens da empresa. A medida visa preservar ativos estratégicos, como os recursos provenientes da venda da Oi Fibra.
Fonte:Jornal opção/foto:Imagem reprodução

