A Polícia Federal apontou que o ex-presidente Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões a Michelle no dia 4 de junho deste ano com a intenção de esconder recursos de possíveis bloqueios judiciais. O repasse ocorreu exatamente um dia antes de Bolsonaro prestar depoimento no inquérito em que é investigado, junto com o filho, Eduardo Bolsonaro, por tentativa de obstrução de Justiça e coação no curso do processo.
No relatório divulgado na quarta-feira (20), os investigadores destacam que a movimentação financeira é considerada suspeita e teria sido parte de uma estratégia para blindar valores. Segundo a PF, “o conjunto de elementos probatórios arrecadados indica que o ex-presidente atuou deliberadamente, de forma livre e consciente, desde o início de 2025, com maior ênfase nos meses de maio, junho e julho, para se desfazer dos recursos financeiros que tinha em sua posse imediata e evitar medidas judiciais que pudessem bloqueá-los”.
O caso não se limita ao repasse a ex-primeira-dama. No mês anterior, Bolsonaro já havia transferido outros R$ 2 milhões via Pix para Eduardo Bolsonaro, que atualmente vive nos Estados Unidos. A investigação mostra que parte desse dinheiro foi movimentada para contas no Brasil ligadas à família, o que levantou mais suspeitas.
Fonte:Maisgoias/foto:Imagem reprodução

