A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (7/4), uma operação para desarticular um esquema de venda de vagas no sistema público de saúde em que pacientes pagavam até R$ 5 mil para furar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive para exames de alto custo e cirurgias.
As investigações apontaram que os pagamentos variavam entre R$ 1.200 e R$ 5 mil, conforme o tipo de procedimento. Em diversos casos, os valores eram cobrados para viabilizar atendimentos que deveriam seguir critérios técnicos, incluindo cirurgias estéticas para pacientes que não se enquadravam nas exigências do sistema público.
O esquema envolvia a manipulação direta das filas por meio da inserção fraudulenta de dados e da alteração de prioridades, beneficiando quem pagava e prejudicando usuários que aguardavam atendimento regular.
A operação Mercancia Torpe, conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), cumpriu 52 ordens judiciais, entre elas 17 mandados de busca e apreensão, seis prisões temporárias, cinco afastamentos de funções públicas e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal.
Segundo a investigação, os envolvidos atuavam em áreas administrativas e tinham acesso direto aos sistemas de regulação ou a intermediários com esse acesso. Nesta etapa, a polícia mira outros agentes públicos suspeitos de participação nas fraudes, especialmente nos sistemas de regulação Servir, de âmbito estadual, e Sisreg, utilizado por municípios.
Fonte:Noticiasdegoias/foto:Imagem reprodução

