Pastor que “odeia pobre” negou auxílio médico a empregada doméstica

O pastor Davi Nicoletti, da Igreja Recomeçar, e a esposa dele, a pastora Cris Nicoletti, são acusados de negarem auxílio médico à ex-empregada doméstica deles em Foz do Iguaçu (PR). Segundo a denúncia, a mulher escorregou em 9 de janeiro deste ano na água que caía do ar condicionado durante o expediente, atingindo o joelho esquerdo, o que causou uma fratura na patela, e o cotovelo direito. O casal a levou à casa da irmã em vez do hospital.

Com 72 mil seguidores no Instagram, o pastor Nicoletti tornou-se alvo de críticas nas redes sociais após dizer, no fim do mês passado, que “odeia pobre” e que “dar esmola é patrocinar a escravidão”. “Eu odeio pobre. E eu vou dizer que Jesus nunca foi pobre. E se te falaram isso, mentiram. Porque o pobre não é só pobre financeiramente, ele é vítima de alguém que o fez ficar pobre. Ele sempre entende que o mundo deve para ele, e a culpa é de quem tem mais”.

O pastor também é alvo de inquérito da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) por supostamente usar a igreja para lavar dinheiro de esquema de pirâmide financeira envolvendo criptomoedas. Em um ano só, a conta bancária dela igreja recebeu mais de R$ 4 milhões do grupo, aponta relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele nega irregulidades e diz que a investigação será arquivada.

Já em relação ao processo trabalhista, o casal não registrou o emprego da ex-funcionária na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), contratando-a informalmente. De acordo com a defesa dela, o pastor e a esposa se aproveitaram da condição de imigrante da mulher (ela é paraguaia) e lhe pagavam R$ 1,5 mil por mês.

Fonte:Metrópoles/foto:Imagem reprodução

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